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De aposta de infância a ícone de Copas: A verdadeira história por trás das tranças loiras de Bacary Sagna

Atualizado: há 4 dias


Quem acompanhou as Copas do Mundo de 2010 (na África do Sul) e de 2014 (no Brasil) certamente se lembra da velocidade, da consistência tática e, acima de tudo, das tranças loiras na lateral-direita da Seleção Francesa. O dono do visual, o ex-jogador Bacary Sagna, fez história em grandes clubes como Arsenal e Manchester City. Mas o que muitos consideravam apenas uma "excentricidade" era, na verdade, uma linda história de honra familiar e identidade que começou na infância.


O trato e a resistência cultural desde cedo

A história começou bem antes do estrelato, na comuna francesa de Sens, onde Sagna deu seus primeiros chutes na bola. Aos 14 anos de idade, o jovem atleta de ascendência senegalesa tentava convencer o pai, um homem de postura muito firme e tradicional, a deixá-lo trançar o cabelo.

Na época, o pai resistia à ideia — algo muito comum enfrentado por jovens negros que desejam expressar sua estética. Para encerrar o assunto, ele propôs um desafio clássico: "Se você quer tanto mudar o visual, prove em campo. Marque um gol no próximo jogo importante e conversamos".

Para um lateral-direito em formação, a missão de marcar um gol era complexa. Mas a motivação de carregar sua cultura na cabeça falou mais alto. Sagna não apenas jogou bem, como balançou as redes. Diante do feito, o pai cumpriu a promessa: o jovem pôde, finalmente, fazer suas primeiras tranças nagô.



💡 Quer dominar a técnica que faz história nos gramados e nas ruas?

As tranças nagôs carregam histórias de resistência e, como você pode ver na trajetória de Sagna, são um símbolo poderoso de identidade visual. Na nossa escola, você aprende o passo a passo profissional, desde a divisão perfeita até a finalização e aplicação de extensões.


O loiro que iluminou as transmissões mundiais

Com o passar dos anos e a ascensão ao futebol profissional, as tranças ganharam uma nova camada de ousadia: a adição do loiro. Sagna revelou em entrevistas posteriores que o visual extravagante tinha uma utilidade muito prática para além da moda: servir de farol para sua família.

Na época em que as transmissões de televisão ainda não tinham a definição em alta resolução de hoje, o topo dourado de sua cabeça garantia que seus pais e amigos, assistindo da França ou do Senegal, soubessem exatamente onde ele estava em campo a cada segundo de jogo. O penteado virou sua armadura e seu amuleto por mais de uma década.


A evolução e o respeito ao crespo

O ciclo lendário das tranças loiras chegou ao fim em 2015, quando o jogador decidiu raspar a cabeça para uma nova fase da carreira. Na ocasião, a imprensa britânica chegou a brincar que o rendimento dele havia melhorado porque ele tinha "tirado o peso" das tranças. Bem-humorado e consciente do valor do seu cabelo, o lateral rebateu:

"As pessoas dizem que estou jogando melhor porque cortei o cabelo, mas fui eleito o melhor lateral da Premier League usando minhas tranças. É apenas uma questão de trabalho duro."

Para nós, a trajetória de Sagna reforça como o cabelo crespo trançado ocupa espaços de poder, quebra barreiras e projeta nossa cultura para bilhões de pessoas. Trançar é, acima de tudo, contar histórias!

 
 
 

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